No monte da lua, não posso deixar de pensar nos 'montes de luas' que toda e qualquer pessoa apresenta na sua vida. Esta palavra tão simples, tão constante, mesmo quando não se vê, parece acompanhar-nos diariamente neste esforço contínuo de nos refugiarmos das luas que nos perseguem. Bem haja!
13 maio 2009
12 maio 2009
Acedi...
Acedi. Aqui nada importa! O meu nome não é importante. O meu aspecto não é importante. Nada em mim é importante … só o que sou. Nem sei bem o que me atraiu em ti. Fiquei nervosa sem perceber. Algo me dizia para continuar, que estava no caminho certo. Ainda hesitei, procurei fugir ao que se apresentava como inevitável. O meu coração apertava-se reclamando a exposição tão ansiada. Estava cansada do tormento, da dor do medo. Queria deixar o passado. Queria poder viver sem que um gesto inocente me acordasse as dolorosas lembranças.
Pediste-me docemente que ficasse. Cedi. Pela primeira vez cedi… algo que não me perdoarias nunca, todas as vezes que cedi… Falámos durante o que me pareceu vinte minutos mas foi na realidade duas horas! Falámos de sexo, de prazer, de ousadias ocultas nas pontas dos dedos que premiam as teclas desajeitadamente. Pediste-me o mail. Dei. Pediste-me o telefone. Dei, depois de ter o teu.
Deixa o computador com um sorriso nos lábios, com um sorriso que logo afasta como ridículo, mas que tu passarias a provocar incessantemente.
Pediste-me docemente que ficasse. Cedi. Pela primeira vez cedi… algo que não me perdoarias nunca, todas as vezes que cedi… Falámos durante o que me pareceu vinte minutos mas foi na realidade duas horas! Falámos de sexo, de prazer, de ousadias ocultas nas pontas dos dedos que premiam as teclas desajeitadamente. Pediste-me o mail. Dei. Pediste-me o telefone. Dei, depois de ter o teu.
Deixa o computador com um sorriso nos lábios, com um sorriso que logo afasta como ridículo, mas que tu passarias a provocar incessantemente.
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