12 setembro 2015

Sono

Dormir... Sempre abracei a noite com a tranquilidade da consciência inconsciente das crianças. O calor embalava-me na doçura da almofada que me acolhia sem perguntas! Quando foi que me acordei com as mil perguntas da dúvida? Permaneço, em silêncio, a contemplar as questões que me dominam, sem me deixar recair na suave dormência do sono. Penso, devaneio, organizo e permaneço, acordada, mesmo sem querer e mais acordada por tanto querer adormecer. Penso e vou, pouco a pouco, devagar e mais devagar, perdendo a lucidez do sono no dia à dia que se atola de dores, pesares e também amores e sentires. Tortura... muita! Anseio pela noite que tanto se anuncia na esperança de recuperar o oceano de calmia que tanto desperdicei e só agora valorizei... tenho sono!

06 abril 2011

20 novembro 2010

À espera...

... e a brincar com o cabelo.

26 março 2010

Amiga


19 fevereiro 2010

[Vazio]

Estou cansada de fugir... Fugir porque me apresso, me ocupo, me distraio. Estou cansada de fugir do riso com gosto, do olhar, do abraço comum. Estou cansada de sorrir quando não me apetece, de calar quando só quero gritar, de acatar quando só quero dizer não! Estou cansada de fugir de mim só porque já não sinto, já não penso, já não sou.
Será tristeza ou simplesmente o vazio? Nem as ideias, outrora ricas, parecem querer fazer-me companhia. Será vazio tudo o que nos espera quando amadurecemos? Vazio e um cansaço de não saber já o que dizer e ter de forçar, de cuspir, uma, duas, três palavras para preencher o silêncio que nos desmascara.
Regressei recentemente a alguns escritos de juventude e a minha primeira reacção foi pensar que era alucinada. Agora não posso deixar de pensar que era alucinada mas viva, idiota. Louca, mas voraz pelo mundo, pelos sonhos, pelas palavras.
Agora, tudo o que sinto é só este cansaço. Vazio. Silêncio. Ausência permissiva de palavras que mascaro com intelectualidade. Cansaço. Vazio. Silêncio. Nada.

15 janeiro 2010

Nana, nana meu Menino

























Na na na na meu me ni no
que a tu a mãe lo go vem