12 setembro 2015

Sono

Dormir... Sempre abracei a noite com a tranquilidade da consciência inconsciente das crianças. O calor embalava-me na doçura da almofada que me acolhia sem perguntas! Quando foi que me acordei com as mil perguntas da dúvida? Permaneço, em silêncio, a contemplar as questões que me dominam, sem me deixar recair na suave dormência do sono. Penso, devaneio, organizo e permaneço, acordada, mesmo sem querer e mais acordada por tanto querer adormecer. Penso e vou, pouco a pouco, devagar e mais devagar, perdendo a lucidez do sono no dia à dia que se atola de dores, pesares e também amores e sentires. Tortura... muita! Anseio pela noite que tanto se anuncia na esperança de recuperar o oceano de calmia que tanto desperdicei e só agora valorizei... tenho sono!

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